Eles querem até a alma dos seus dados

O Facebook é, definitivamente, uma rede invasiva.

Já corre esta informação pela rede há algum tempo, mas ontem tive a confirmação real de que o Facebook está pedindo o envio de cópias de documentos oficiais para desbloquear contas na ferramenta.

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Já chegaram a alegar que este pedido era um erro do sistema ou coisas do tipo, mas agora está provado para mim que a rede do Zuck está cada vez mais determinada em acabar com nossa privacidade e, com isso, ganhar mais dinheiro.

O motivo alegado para que você entregue para eles todos os seus dados é sempre o mesmo: segurança. Só que, na verdade, o que se quer é ter uma base de usuários ainda mais qualificada para que se possa vender mais caro as informações recolhidas dos usuários. Usuários “reais” custam mais caro. E é disso que se trata.

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De minha parte já há uma decisão: se bloquearem minha conta e me pedirem o envio de cópia de documento de identificação ela, a conta, continuará bloqueada. Será o fim da entrega das minhas informações para esta ferramenta que eu só não deixo de uma vez por questões profissionais.

Mas, e a solução para tamanha invasão de privacidade? Fugir para as montanhas?

Não, calma. A Internet é sim uma rede de controle e com as novas tecnologias a sua privacidade está sim ameaçada por Estados e corporações. Mas existem formas de minimizar este controle, como o uso de ferramentas livres e que privilegiem a privacidade e a adoção de medidas legais que favoreçam e assegurem isto.

No caso das redes sociais existem opções. Estas opções são livres, algumas são descentralizadas (isto é muito importante para diminuir o controle) e bastante semelhantes às redes comerciais que existem por aí.

Aqui vou falar de uma opção em particular: a Diaspora*.

Diaspora* é um projeto de ferramenta de rede social livre, com código aberto, descentralizada e totalmente gratuita. Ele privilegia a privacidade, principalmente por ser descentralizado e por todas as informações trocadas entre os servidores da rede serem criptografadas.

Como uma rede descentralizada, você pode acessa-la de vários servidores, até mesmo de um servidor mantido por você. Você terá acesso e poderá compartilhar suas informações com qualquer usuário que quiser mesmo que ele esteja em outro pod (servidor).

Existe uma lista de pods em que você pode se inscrever aqui. E existem projetos com gostinho brasileiro (pods nacionais) aqui
, aqui e aqui.

Basta se inscrever em algum desses pods e começar a compartilhar pela rede.

Depois de feito o cadastro, você também pode usar um aplicativo para dispositivos móveis Android que pode ser baixado neste link ou lendo o QR Code abaixo.

diaspora

 

 

Buscas anônimas no seu dispositivo móvel

Já havia falado do disconnect.me para navegadores.

Uma de suas aplicações evita que sites de terceiros recolham suas informações quando você acessa um site. Por exemplo, ele evita que o Google Analytics recolha seus dados quando você visita algum site que conte com o código deste serviço.

Outra funcionalidade deles para navegadores é o Disconnect Search, um complemento que, ao fazer busca em sites como Google, Bing e até DuckDuckGo, faz com que você faça esta busca a partir de uma VPN, isto é, de outro IP, fazendo com que o serviço não saiba quem está fazendo aquela pesquisa.

Agora eles lançaram este serviço também para dispositivos Android fazendo com que você possa fazer suas pesquisas anonimamente de seu dispositivo móvel.

Para baixar, basta apontar seu leitor de QR Code para a imagem a seguir e pedir para abrir pela Play Store. Depois baixa seguir os passos normais de instalação e pronto! Você poderá fazer suas pesquisas anonimamente do seu dispositivo.

disconnect

Quer privacidade? Fuja do Whatsapp e similares!

textsecure

Aí galera, não tem desculpa. Não use Whatsapp ou similares se você quer segurança.

É só apontar o celular com app leitor de QR Code pra esse aqui e baixar direto da Play Store o Textsecure, um dos melhores e mais seguros trocadores de mensagens e arquivos para dispositivos móveis.

Aqui um modesto videotutorial com algumas informações básicas, instalação e utilização do mesmo:

 

Pede pra baixar!

Marco Civil Já ERA!

mcjaera

Isso aqui é o que o Relator do Marco Civil, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), diz sobre a permanência da redação do Art. 16 e o motivo principal (existem outros) para que eu deixe de apoiar o Marco Civil da Internet. O relator se comprometeu a não mexer mais no texto, o que significa que a briga, por parte da sociedade civil, só é possível no Plenário, onde qualquer medida que nos favoreça será muito difícil de ser aprovada, devido aos vícios do nosso sistema político muito suscetível ao lobby de grandes corporações e grupos de interesse específico.

“Após discussão com representantes de diversos partidos nesta Casa, entendemos que o tratamento mais adequado para a guarda de registros de acesso a aplicações de Internet na provisão de aplicações é obrigar que o provedor de aplicações, constituído na forma de pessoa jurídica e que exerça essa atividade de forma organizada, profissionalmente e com fins econômicos, mantenha os respectivos registros de acesso a aplicações de internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de seis meses, nos termos do regulamento. Essa guarda, prevista no artigo 16, é importante para investigações de ilícitos no âmbito da Internet.

Deixamos claro, no § 2º do atual artigo 16, que a autoridade policial ou administrativa ou o Ministério Público poderão requerer cautelarmente a qualquer provedor de aplicações de Internet que os registros de acesso a aplicações de Internet sejam guardados por prazo superior ao previsto neste artigo.

Acrescentamos o § 3º ao atual artigo 16, de modo a apenas esclarecer que a disponibilização ao requerente, dos registros de conexão, deverá ser precedida de autorização judicial.

E também acrescentamos o § 4º ao atual artigo 16, que estabelece diretrizes para o Judiciário, na aplicação de sanções pelo descumprimento ao disposto no artigo 16, devendo ser considerados a natureza e a gravidade da infração, os danos dela resultantes, eventual vantagem auferida pelo infrator, as circunstâncias agravantes, os antecedentes do infrator e a reincidência.

O atual artigo 18 (§ 1º do antigo artigo 13) estabelece que “ressalvadas as hipóteses previstas” (novo acréscimo) no Marco Civil da Internet, a opção por não guardar os registros de acesso a aplicações de Internet não implica responsabilidade sobre danos decorrentes do uso desses serviços por terceiros. O acréscimo foi incluído porque na nova versão a guarda dos registros de aplicações, por parte dos provedores de aplicações, passou a ser obrigatória para os provedores constituídos na forma de pessoa jurídica e que exerçam suas atividades de forma organizada, profissionalmente e com fins econômicos. Para os outros provedores, que não são pessoas jurídicas que exerçam suas atividades de forma organizada, profissional e com fins econômicos, a opção por não guardar os registros não implicará responsabilidade por danos decorrentes do uso de seus serviços por terceiros.”

A redação atual desse artigo, no meu entendimento, cria um clima de vigilantismo, permitindo que qualquer um tenha sua vida online devassada por mero pedido de agente administrativo, policial ou membro do MP e que, mesmo que os dados sejam só liberados após deliberação judicial, eles serão recolhidos de forma ilimitada, tornando qualquer um suspeito. Como sabemos, a Justiça brasileira favorece sempre o opressor em casos que interessa, o que gerará um vigilantismo desmedido principalmente contra os “indesejáveis”, àqueles que contestam os poderes constituídos.

Por outro lado, a medida impede a constitução de serviços que promovam a privacidade e que para isso abdique de guardar os logs dos usuários. Serviços comuns hoje na Internet e que têm se constituído como ferramentas fundamentais para a manutenção da privacidade dos cidadãos em Rede serão impedidos de surgir no Brasil, além dessa redação inibir o surgimento de serviços mesmo que não tenham esta finalidade, uma vez que terão seus custos aumentados pala simples obrigação da guarda de logs.

O vigilantismo era coisa que o Marco Civil, em sua concepção original, visava barrar, uma vez que o Marco Civil, fruto de discussão sem precedentes com a sociedade, foi fruto da luta contra os mesmos vigilantistas que saem ganhando com esta redação.

De qualquer forma, ainda existe um caminho a ser percorrido na tramitação desta lei e ela pode ainda constituir um instrumento que assegure neutralidade, privacidade e liberdade. Mas, minha avaliação é que, neste momento, o Marco Civil encontra-se completamente descaracterizado e longe do pacto que foi feito com toda a sociedade que o construiu coletivamente.

Carta das Organizações da Sociedade Civil ao Relator do Marco Civil da Internet

As organizações abaixo assinadas vêm, por meio desta, manifestar grave preocupação com relação à última versão do Projeto de Lei n° 2.126/2011 (Marco Civil da Internet) apresentada pelo relator Alessandro Molon.

 

Entendemos que com a nova proposta pilares fundamentais deste projeto de lei foram abalados, prejudicando a efetivação de alguns direitos que são protegidos na parte principiológica do projeto, quais sejam: o direito à inviolabilidade e o sigilo do fluxo e conteúdo das comunicações privadas, o direito à privacidade e à liberdade de expressão.

 

Reconhecemos a importância dos esforços de se construir maioria parlamentar no apoio ao texto, mas esses esforços não podem colocar em risco os princípios fundamentais da lei, algo que entendemos estar acontecendo, pelas razões abaixo, que comprometem o apoio das entidades subscritas ao Marco Civil da Internet:

 

Privacidade

 

Ao contrário das versões anteriores, que tratavam apenas dos “registros de conexão e de acesso a aplicações de Internet”, o novo texto do artigo 10 faz referência também ao “conteúdo de comunicações privadas”, alargando, portanto, o escopo do projeto de lei que foi inicialmente confeccionado apenas para lidar com os referidos registros. Atentamos para o fato de que há ampla discussão sobre como tratar os diferentes tipos de dados pessoais em andamento no âmbito do Anteprojeto de Lei de Dados Pessoais que entendemos ser, portanto, instrumento mais adequado para lidar com toda diferente gama de dados que transitam na rede. Ainda assim, qualquer referência à disponibilização do conteúdo das comunicações privadas que se queira fazer no Marco Civil deve-se ater aos pré-requisitos Lei de Interceptação Telefônica (Lei n° 9.296, de 24 de julho de 1996), que já trata do tema.

 

Mas, ainda mais grave que isso, o novo texto também amplia as obrigações de guarda de registros. Ao contrário da versão anterior que previa obrigatoriedade de guarda apenas dos registros de conexão, a versão atual também torna obrigatória a guarda de registros de acesso a aplicações de Internet para um perfil bastante amplo de provedores. Estabelece, portanto, uma espécie de grampo compulsório de toda navegação realizada em grandes sítios eletrônicos, invertendo o princípio constitucional da presunção de inocência. Essa atividade, destaca-se, requer investimentos consideráveis e incentivará as empresas obrigadas a guardar dados a utilizá-los comercialmente. O Marco Civil, que se pretende afirmar como a “Carta de Direitos” da Internet no Brasil, não pode ampliar o escopo da retenção obrigatória de dados, nem incentivar que um direito fundamental se torne moeda de troca comercial.

 

Cabe ressaltar que na União Europeia, onde os standards de proteção à privacidade são mais altos, a Diretiva que trata de retenção obrigatória de registros diz respeito apenas aos registros de conexão, e não aos registros de aplicações. E mesmo a retenção de dados de conexão está tendo sua constitucionalidade questionada.

 

Na Alemanha, por exemplo, tal previsão foi declarada inconstitucional, levando em consideração o histórico do período nazista, que se aproveitou de bases de dados muito mais simples. A Alemanha foi também o país que, juntamente com o Brasil, apresentou a resolução na Assembleia da ONU sobre o direito a privacidade, aprovada por maioria. Para que no contexto nacional nosso país seja coerente com sua pauta internacional, qualquer guarda de registros deve ser balizada pelos direitos previstos no artigo 7o. Se obrigatória, deve ser por tempo determinado e limitada a registros relativos a fatos específicos. Além disso, qualquer previsão de acesso a estes registros deve ser precedida de ordem judicial e protegida por limites a eventuais abusos.

 

Vale lembrar também o Artigo 12 não se destina ao propósito de garantir maior privacidade aos internautas brasileiros, pelo contrário amplia a possibilidade de espionagem, além de representar um custo econômico elevado para o setor que pode prejudicar colateralmente o surgimento de novas empresas nacionais.

 

Por fim, considerando o status global conquistado pelo Marco Civil, deve-se sopesar o possível impacto em outras jurisdições, quiçá menos democráticas, de se traçar um precedente em que grande parte do tráfego de navegação na rede é armazenado.

 

Liberdade de expressão

Na válida tentativa de proteger pessoas que tenham sua intimidade exposta, o novo texto pode criar um sério precedente para a remoção de conteúdos postados na rede, em detrimento da liberdade de expressão. No artigo 22 da proposta, criou-se um mecanismo de remoção de conteúdos com cenas de nudez e sexo a partir de uma simples notificação por qualquer pessoa que se oponha a essas imagens, abrindo espaço para o patrulhamento de conteúdos por parte de indivíduos ou organizações que discordem do seu teor, quiças por parâmetros morais ou religiosos específicos que não sejam abertos para a diversidade da rede, e da sociedade. É imperativo que a remoção deste tipo de material na rede seja possível apenas mediante a solicitação, nos termos propostos no artigo 22, pela vítima da violação de sua intimidade.

 

Neutralidade de Rede

A inclusão da “liberdade de modelos de negócio” como um princípio da disciplina do uso da Internet no Brasil abre uma importante margem interpretativa sobre os limites da neutralidade de rede. Entendemos que o novo texto cumpre o objetivo de debelar a pressão sistemática das operadoras de telefonia contra o texto do artigo 9o, que permaneceu intacto. Entretanto esse movimento de conciliação política não pode prejudicar a técnica legislativa, ensejando assim uma guerra de interpretações sobre o princípio da neutralidade. Diante disso, consideramos que os esforços políticos de conciliação dos diversos interesses em torno do Marco Civil eliminaram completamente as possibilidades de novas concessões no que diz respeito à neutralidade de rede, sob pena de se comprometer definitivamente essa importante garantia para a liberdade de expressão, a concorrência e o desenvolvimento da Internet no Brasil.

 

Data centers no Brasil

É relevante sublinhar, ainda, que as entidades que assinam essa carta não compartilham da opinião de que o art. 12 do atual relatório é medida voltada à proteção da privacidade dos internautas brasileiros. Ao contrário, a obrigatoriedade de instalação de data centers no país pode facilitar o monitoramento dos brasileiros, especialmente na ausência de legislação mais detalhada de proteção de dados pessoais no Brasil. Além disso, representa um custo econômico elevado que pode prejudicar colateralmente o surgimento de novas empresas nacionais, bem como uma quebra na lógica global da rede.

 

Diante desses graves retrocessos do último texto, as organizações abaixo assinadas apresentam as reformulações que consideram necessárias nos três artigos mencionados, colocando-as como imperativas para a manutenção de apoio ao projeto de lei. Caso o texto proposto ou equivalente não seja admitido no relatório, as entidades que assinam esta carta retirarão o apoio do projeto de lei, apesar do grande esforço de contribuição com texto no intuito de assegurar direitos alinhados à defesa de uma sociedade democrática, justa e livre.

 

Proposta de texto:

 

Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de Internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conteúdo de comunicações privadas, devem atender à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas.

 

§ 1o O provedor responsável pela guarda somente será obrigado a disponibilizar os registros mencionados no caput, de forma autônoma ou associados a dados pessoais ou outras informações que possam contribuir para a identificação do usuário ou do terminal, mediante ordem judicial, na forma do disposto na Seção IV deste Capítulo, respeitado o disposto no artigo 7o.

 

§ 2o O conteúdo das comunicações privadas somente poderá ser disponibilizado mediante ordem judicial, nos termos do disposto na Lei 9.296, de 24 de julho de 1996.

 

§ 3o O disposto no caput não impede o acesso, pelas autoridades administrativas que detenham competência legal para a sua requisição, aos dados cadastrais que informem qualificação pessoal, filiação e endereço, na forma da lei.

 

§ 4o As medidas e procedimentos de segurança e sigilo devem ser informados pelo responsável pela provisão de serviços de forma clara e atender a padrões definidos em regulamento, respeitado seu direito de confidencialidade quanto a segredos empresariais.

 

Art 16. Na provisão de aplicações de Internet é facultado guardar os registros de acesso dos usuários, respeitado o disposto no art. 7o.

 

§ 1o O provedor de aplicações de Internet constituído na forma de pessoa jurídica, que exerça essa atividade de forma organizada, profissionalmente e com fins econômicos que decidir guardar os registros de acesso dos usuários nos termos do art. 7o deverá manter os respectivos registros de acesso a aplicações de internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de seis meses, nos termos do regulamento.

 

§ 2o Ordem judicial poderá obrigar os provedores de aplicações de Internet que não estão sujeitos ao disposto no § 1o a guardarem registros de acesso a aplicações de Internet, desde que se tratem de registros relativos a fatos específicos em período determinado, por prazo não superior a seis meses.

 

§ 3o A autoridade policial ou administrativa ou o Ministério Público poderão requerer cautelarmente a qualquer provedor de aplicações de Internet que os registros de acesso a aplicações de Internet sejam guardados, inclusive por prazo superior ao previsto no § 1o, não podendo ultrapassar doze meses.

 

§ 4o Na hipótese do § 3o, a autoridade requerente terá o prazo de sessenta dias, contados a partir do requerimento, para ingressar com o pedido de autorização judicial de acesso aos registros previstos no § 1.

 

§ 5o O provedor responsável pela guarda dos registros deverá manter sigilo em relação ao requerimento cautelar, que perderá sua eficácia caso o pedido de autorização judicial seja indeferido ou não tenha sido protocolado no prazo previsto no § 4o. Com a ineficácia do requerimento cautelar o provedor responsável pela guarda deverá promover a exclusão e definitiva dos dados solicitados.

 

§ 6o Em qualquer hipótese, a disponibilização ao requerente, dos registros de que trata este artigo, deverá ser precedida de autorização judicial, conforme disposto na Seção IV deste Capítulo.

 

§ 7o Na aplicação de sanções pelo descumprimento ao disposto neste artigo, serão considerados a natureza e a gravidade da infração, os danos dela resultantes, eventual vantagem auferida pelo infrator, as circunstâncias agravantes, os antecedentes do infrator e a reincidência.

 

Art. 22. O provedor de aplicações de Internet que disponibilize conteúdo gerado por terceiros poderá ser responsabilizado subsidiariamente pela divulgação de imagens, vídeos ou outros materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado sem autorização de seus participantes quando, após o recebimento de notificação da pessoa retratada nas imagens ou de seu responsável legal, deixar de promover, de forma diligente, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço, a indisponibilização desse conteúdo.

 

§1o A notificação prevista no caput deverá conter elementos que permitam a identificação específica do material apontado como violador de direitos da vítima, bem como a verificação de que o notificante se trata da pessoa retratada ou de seu responsável legal.

 

§2o Os casos de falsidade ideológica serão responsabilizados na forma da lei.

 

Assinam essa carta: Arpub (Associação das Rádios Públicas do Brasil) / Artigo 19 / Associação Software Livre.org / Barão de Itararé / Coletivo Digital / CTS – FGV / FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação / GPOPAI/USP / Idec / Instituto Bem Estar Brasil / Instituto Socio Ambiental / Intervozes / Knowledge Commons / Movimento Mega / Partido Pirata / Proteste.

 

Um pedido de ajuda

Carxs amigxs,

um dos maiores profissionais de imprensa deste país está sendo processado apenas por ter falado o que pensa. E o mais grave da situação é que ele é processado, seguidamente, por uma das pessoas que tem em suas mãos o maior poder de disseminação de suas ideias neste país. Os processos seguidos tem como claro objetivo calar alguém. Só quem passou ou passa por uma situação desta é que sabe como é caro se defender de tais processos e depois ter que arcar com o pagamento das penalidades, em caso de condenação.

Seguem os dados da conta do amigo Marco Aurélio Mello para quem possa contribuir na defesa contra mais esta injustiça e tentativa de calá-lo.

MARCO AURELIO C DE MELLO
BRADESCO (237)
agência: 1363-3
conta corrente 0120558-7

Seguem aqui links para posts que explicam melhor a situação:

Luis Nassif (http://jornalggn.com.br/noticia/a-nova-acao-de-kamel-contra-marco-aurelio-mello),

Luiz Carlos Azenha (http://www.viomundo.com.br/denuncias/marco-aur.html),

Maria Frô (http://mariafro.com/2014/02/08/blogueiro-processado-por-kamel-pede-socorro-aos-leitores-da-blogosfera/),

Miguel do Rosário (http://www.ocafezinho.com/2014/02/08/globo-usa-ali-kamel-para-asfixiar-e-intimidar-a-blogosfera/),

Miro Borges (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/02/ali-kamel-tenta-intimidar-blogosfera.html),

Rodrigo Vianna (http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/jornalista-pede-ajuda-pra-enfrentar-ali-kamel.html)

Ação: O Dia em que Nós Revidamos #DayWeFightBack

Caros Amigos da Internet:

As revelações de Snowden nos forneceram detalhes perturbadores e a confirmação de alguns dos nossos piores temores sobre as práticas de espionagem da NSA e de seus parceiros. De fato, a NSA e seus aliados em cinco países de língua inglesa têm construído uma infraestrutura de vigilância global para “dominar a internet” e espionar as comunicações do mundo. Eles estão minando os padrões básicos de criptografia, a própria espinha dorsal da Internet. Eles recolheram os registros telefônicos de centenas de milhões de pessoas que não são suspeitas de nenhum crime. Eles têm varrido as comunicações eletrônicas de milhões de pessoas no país e no exterior de forma indiscriminada, explorando as tecnologias digitais que usamos para conectar e informar. Eles têm acordos de compartilhamento de dados sigilosos que operam fora do Estado de Direito.

Mas não vamos deixar que a NSA e os seus cinco aliados arruinarem a Internet. Inspirados pela memória de Aaron Swartz, alimentados pela nossa vitória contra a SOPA e ACTA, estamos nos unindo à campanha DayWeFightBack (DiaQueNósRevidamos) para exigir o fim da vigilância em massa no país e no exterior.

Os protestos contra a SOPA e o ACTA foram bem sucedidos, porque todos participamos, como uma comunidade. Como Aaron Swartz colocou, todo mundo transformou-se no herói de sua própria história.” Nós podemos definir uma data, mas precisamos de todos vocês, os usuários da Internet, para fazer disso um movimento.

*Quando:*O /Day We Fight Back/foi marcado para *11 de fevereiro.*

Veja como você pode participar do esforço:

1. Envie um e-mail para rights@eff.org confirmando o seu interesse em participar desta ação e receber atualizações. Conte-nos o que você gostaria de fazer em seu próprio país para que possamos enviar-lhe mais informações e amplificar sua voz.

2. Visite TheDayWeFightBack.org: http://thedaywefightback.org

3. Se você é um cidadão do mundo, assine os 13 Princípios Necessários e Proporcionais aqui: https://pt.necessaryandproportionate.org/take-action/anti-vigilancia#/privacyisaright/ (privacidade é um direito)

4. Use ferramentas de mídia social para anunciar sua participação.

5. Desenvolva memes, ferramentas, sites e faça o que mais você puder para encorajar outras pessoas a participar.

6. Seja criativo – planeje a sua própria ação. Vá para as ruas. Promova os Princípios. Em seguida, conte-nos para que possamos transmitir seus esforços.

Os organizadores atuais da ação internacional do /Day We Fight Back/são:

Amnesty International USA (EUA)

Access (Internacional)

Oficina Antivigilância (Brasil)

Asociación por los Derechos Civiles (Argentina)

Asociacion de Internautas – Spain (Espanha)

CCC (Alemanha)

ContingenteMX (México)

CIPPIC (Canadá)

Digitale Gesellschaft (Alemanha)

Digital Courage (Alemanha)

EFF (Internacional)

Hiperderecho (Peru)

ICT Consumers Association of Kenya (Quênia)

/Movimento Mega (Brasil)/

Open Rights Group (Reino Unido)

OpenMedia.org (Canadá/Internacional)

OpenNet Korea (Coreia do Sul)

Panoptykon Foundation (Polônia)

Privacy International (Internacional)

PEN International (Internacional)

TEDIC (Paraguai)

RedPaTodos (Colômbia)

ShareDefense (Bálcãs)

*Traduzido por Paulo Rená ( @prenass )

Suba e compartilhe fotos, vídeos e áudios do seu dispositivo móvel

Há algum tempo eu conheço o serviço open sorce de armazenamento e compartilhamento de arquivos https://mediacru.sh/. Ele permite, alem de que você suba e compartilhe imagens, vídeos e áudios no servidor hospedado por eles, que você também instale a ferramenta em seu próprio servidor, aumentando assim a segurança e o controle que você tem sobre os seus dados.

É um serviço que substitui, com vantagens, muitos serviços proprietários por aí.

Só que tinha uma problema: compartilhar esses materiais diretamente de dispositivos móveis.

Um dia desses resolvi insistir e procurar mais profundamente por esse tipo de app. Eis que encontrei o MediaLink Upload, que usa o servidor do MediaCrush.

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O aplicativo é muito simples de usar, bastando clicar no ícone que indica fazer upload e depois clicar no tipo de material a ser enviado. Você pode também utilizar o menu de compartilhamento disponível em seu próprio material, como na galeria de fotos, pois o aplicativo fica disponível nele.

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É possível, por sua vez, compartilhar seus arquivos publicados em vários sites como ferramentas de redes sociais e outros.

Enfim, mais um motivo para você trocar seu serviço proprietário usual por um livre e mais seguro.

Novo VLC para iPhone e iPad, agora reproduz vídeos do Dropbox

vlc

VLC é um dos reprodutores de vídeo mais populares em todo o planeta, reprodutor multimídia e framework livre, opensource, criado por VideoLAN.

Em seu caminho para conquistar todas as plataformas possíveis, lançou uma nova e melhorada versão para iOS que, entre outras coisas, permite o streaming de conteúdo desde Dropbox.

A nova versão inclui um novo design para iOS7, novos gestos para aumentar a interação, integração com Google Drive, melhor suporte UPnP, tutorial para principiantes, novo código para subir dados via WiFi, mais formatos compatíveis, enfim, uma lista interminável de melhorias, conforme comentam em seu blog.

Esta versão já foi mostrada “no plano demo” em novembro, embora só agora esteja disponível para todo o mundo, de forma gratuita, em iTunes.

A versão para android não é atualizada desde 29 de novembro, ainda em estado Beta, por isso, não seria de se estranhar que de uma hora para outra surgisse um novo aplicativo para este sistema operacional.


Artigo escrito no br.wwwhatsnew.com


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