Vigilantismo: você pode ser parte do antídoto

Muitos estão preocupados com a sanha vigilantista de governos, como o dos Estados Unidos, mas se esquecem que esse vigilantismo é praticado, em grande medida, em parceria ou diretamente por corporações.

Nesse contexto, redes e serviços centralizados, que têm acesso a um grande número de informações sobre usuários e têm nisso seu modelo de negócio, se tornam extremamente nocivas, já que são ferramentas privilegiadas para as ações de vigilância, tornando a efetivação desta mais fácil, seja por “boa vontade” por parte dos proprietários dessas ferramentas, seja pela própria centralização de um grande número de informações facilitar o trabalho.

O fato é que a construção de alternativas e de formas de minimizar a vigilância começa por nós, usuários, buscando formas de tentar dificultar o trabalho dos espiões.

Se não temos a ferramenta ideal para que possamos competir, de forma a permitir que o outro lado (desejável) das ferramentas que facilitam a vigilância – que seriam, principalmente, a colaboração e interação em rede -, que possamos usar as próprias práticas colaborativas de rede para a construção de novas alternativas.

Existe portanto, neste contexto, espaço para a criação de uma nova ferramenta de rede social – proposta elaborada inicialmente por Wladimir Crippa, do blog Nerdices – totalmente livre e colaborativa, a começar pelo seu projeto de financiamento inicial que começará a arrecadar fundos ainda esta semana no Catarse.

É importante ressaltar que em outras partes do mundo as alternativas a ferramentas com “finalidade hegemônica” na concentração de dados de usuários é uma realidade, com outras redes e soluções locais concorrendo diretamente em número de usuários e também possibilitando a troca plena que deve ser o objetivo das redes. A novidade da iniciativa está em construir e administrar colaborativamente esta ferramenta, com processos totalmente transparentes e abertos, fazendo assim com que as informações trocadas pela rede não pertençam a um proprietário, como acontece com as redes sociais tradicionais.

Para mais informações sobre o projeto, incluindo a participação na sua construção, com direito a página no “campo adversário”, acesse este post no blog do Wladmir: http://www.nerdices.com.br/wordpress/2013/09/23/arrecadacao-colaborativa-construir-rede-social-livre/